quinta-feira, 27 de abril de 2017

REFORMA TRABALHISTA: A quem convem protestar?

(catho.com.br)
Foi aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27/04/17) o texto da reforma trabalhista (PL 6787/16, do Poder Executivo). O Projeto de Lei tem causado muita apreensão entre a opinião pública pela incerteza de como a “flexibilização” das Leis trabalhistas vai ocorrer na prática. O que se sabe até agora, em tese, é que o acordo do empregador com o empregado passa a ter um peso maior do que ocorre hoje na prática o que, em tese ainda, dá maior força ao contrato de trabalho e aumenta as possibilidades de empregabilidade no mercado de trabalho.
Em que pese as diversas opiniões, é inegável que o Brasil necessita de Leis Trabalhistas que permitam uma maior segurança jurídica para ambos os polos, ou seja, para empregadores e trabalhadores. A grande ementa dessa discussão é como conseguir flexibilizar as leis sem que o emprego seja prejudicado. O fato é que até o presente momento não houve um consenso (e dificilmente existirá) entre os juristas acerca do grau de benefício que o texto votado trará para as relações de trabalho.
Como consequência de uma discussão acalorada e justa, diga-se de passagem, atores “coadjuvantes” promovem seus atos manipulando a massa, que não possui o conhecimento técnico-jurídico suficiente para apresentar seus próprios argumentos ou convencimentos e muito menos tem a paciência para ler o texto na íntegra e chegar às suas próprias conclusões. Resultado: uma greve geral marcada para o dia 28/04.
Em que pese o direito constitucional de greve e de manifestação, o que fica evidenciado é de que o evento marcado para esta sexta-feira move-se no sentido de atacar não o conteúdo exato da lei, até porque este pouco tem sido discutido, mas a pretensão exata é lançar a massa contra o atual Executivo brasileiro.
É inegável que o brasileiro perdeu o foco. Em um momento onde quase 80% do Congresso Nacional e uma parcela significativa dos políticos dos diversos Entes Federativos estão sendo investigados por algum tipo de corrupção, o povo se deixa levar pelos sindicalistas que se mobilizam não pela defesa do trabalhador em si, mas pelo fato de que o projeto coloca em risco o imposto sindical (conhecido também como Contribuição Sindical), um escoadouro de valores que favorece sindicatos que nem sempre atuam como deveriam (na maioria das vezes). Trocando em miúdos, a mamata está para acabar e eles querem usar a opinião pública para reagir a isso.
Segundo matéria do O Globo, de 29 de abril de 2013, o Brasil institui cerca de 250 novos sindicatos por ano. Àquela época, o número já ultrapassava 15 mil entidades deste tipo, com a movimentação de um valor de R$ 2,4 Bilhões ao ano (leia na íntegra a matéria aqui). Ou seja, o sindicalismo brasileiro tornou-se uma fonte que movimenta um caixa exorbitante e o retorno para os trabalhadores não faz valer este montante. Uma pesquisa pela internet mostra que o Brasil é de forma abissal o país com maior número de sindicatos no mundo. Países como Estados Unidos, Inglaterra e França o número dessas entidades não chegam a 200.
O Sindicalismo brasileiro em algum momento perdeu sua ideia original de proteger os interesses dos trabalhadores. Os números mostram que a ideia sindical hoje está bastante desvirtuada. Não se pode afirmar com veemência, mas os interesses por trás da constituição de um sindicato parecem ir muito além da mera proteção da classe trabalhadora. E a proposta de fim ao imposto sindical atrapalha bastante a conclusão destes interesses.
(http://www.canaljustica.jor.br/deusa-da-justica/)
O fato é que o povo está sendo induzido a pensar na velha máxima patrão x trabalhador, implementada pela ótica socialista. O estereótipo que se tem em grande parte da população é de que o empregador é um cara gordo acendendo charuto com nota de 100 dólares com os pés em cima da mesa. Esta visão está completamente errada. Estima-se que no Brasil 84% das vagas de emprego sejam criadas por pequenos e micro empresários. Logo, quando falamos que a reforma enfraquece as relações de trabalho, estamos só reforçando que a atual concepção de Justiça do Trabalho é “injusta”. Como dado, estima-se que o Brasil concentre 95% das ações trabalhistas de todo o mundo. Ainda que exagerada essa estimativa, é inegável o número de ações deste tipo. E o pior, em qualquer lide trabalhista, o empregado já entra como provável vencedor. Ora, que espécie de conceito de justiça pode aceitar que um dos polos já inicie a lide como provável vencedor?
O fato é que muitos acreditam que estarão indo às ruas ou deixando de trabalhar em defesa de seus interesses como empregado. Uma pena que a realidade não seja esta. Eles estarão apenas reforçando o coro daqueles que tem muito a perder pelo reforço financeiro que deixarão de receber. Muitos estão indo como uma forma de protesto não contra a reforma, mas sim contra quem poderá vir a promulgá-la e não se atém ao fato de que as primeiras negociações do projeto se iniciaram muito antes do atual governo. Pois bem, ocorra como ocorrer, o Brasil está dividido e mais uma vez deixa isto claro. Isto está levando o país ao fundo de um abismo que será difícil sair. Quanto mais dividido, mais reformas absurdas serão aprovadas e mais reformas vitais deixarão de ser debatidas. Ou o brasileiro se une e muda o quadro atual , ou veremos cada vez mais manifestações sem a mínima ideia do que de fato está em jogo.  


Créditos nas imagens.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

BALEIA AZUL: O "jogo" que expõe as fragilidades da família moderna

Marta e Ricardo são casados há 20 anos e levam uma vida pacata numa cidade média do interior juntamente com seus dois filhos, José, 13 anos, e Juliana, de 15 anos. Sua filha é fanática por computadores e redes sociais, onde conheceu Paulo, um jovem misterioso e atraente que vive em outro país. Os dois começaram a se corresponder com bastante frequência. Mas na verdade Paulo é Antônio, um criminoso virtual de 45 anos que seduz jovens na internet. Este romance “inocente” acabará levando a família a uma trama de suspense com mentiras, crimes e tragédias.
A história acima é totalmente fictícia e os nomes dos personagens são igualmente inventados. Ela caberia facilmente em qualquer enredo hollywoodiano, mas o roteiro tem sido escrito diariamente em diversas famílias pelo mundo levando-as a verdadeiras histórias de terror com finais cada vez mais trágicos.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Como o Povo Brasileiro se tornou de Fácil Dominação

Um dos assuntos mais comentados neste início de 2017 é a Reforma Previdenciária brasileira. Uma problemática que afeta diretamente o cidadão em relação a sua aposentadoria e isto não poderia deixar de ser contestado pelo povo brasileiro. Mas uma das coisas mais chama a atenção não é a contrariedade direta em relação à reforma. Mas sim a forma como ela mobilizou parte da opinião pública que se manteve quieta quando a mesma reforma começou a ser especulada e projetada nos governos Lula e Dilma.
Esse lapso temporal entre as primeiras especulações e a reação desta parcela da opinião pública mostra que o brasileiro hoje é um povo dividido, não apenas politicamente, mas em relação a diversas áreas de importância para o país. Entenda, é normal e coerente que cada um manifeste sua visão política no momento em que achar necessário. Mas há uma contradição perigosa quando esta distinção de opiniões chega a questões como a previdência.
De uma forma mais clara. O brasileiro hoje não se preocupa tanto com a reforma, mas por quem ela está sendo conduzida. É como dizer que a corrupção é válida somente para um lado, ou que a inflação só é questionada quando determinado partido está no poder. Mas é exatamente isto que está acontecendo na realidade.
Não sou a favor da reforma e não vou me manifestar em relação a ela. Mas o que fica explicito neste atual momento é como o país está seriamente dividido. O brasileiro se tornou um povo de fácil dominação. Os interesses nacionais estão deixados de lado. (vide post O Brasil deixado de lado). Já não interessa (tanto) que a reforma previdenciária coloque em risco a possibilidade de aposentadoria do brasileiro, já não interessa que a atual formatação política brasileira esteja defasada, já não importa que o modelo judiciário atual seja questionável, não importa que o sistema penal precise de reformas urgentes. Nada disto importa para o brasileiro. O importante (ou o mais importante) é quem conduz estas reformas.
O brasileiro parou de se perguntar “o que”, “como”, “por que” e “quando”. Hoje somente interessa ao povo o “quem” e o “para quem”. E esta despreocupação com os rumos nacionais em sua essência tem conduzido o país a uma apartheid moral, o que se reflete de forma clara na política.
Não se elege mais o candidato que tem melhores projetos para o país. Não se elege mais o candidato que tem uma postura ética e honesta. O que importa hoje ao povo brasileiro é o “para quem” o candidato vai trabalhar. Interesses de quais grupos ele irá favorecer. Estamos sendo compelidos a raciocinar por castas e não mais como país. Hoje o brasileiro não se denomina mais “brasileiro”. Ele se auto intitula homoafetivo, heterossexual, de tal etnia, de tal gênero, de tal religião, de tal profissão, de tal time de futebol, de tal e tal coisa, menos brasileiro.
Não raciocinamos mais com o “bem comum”. O brasileiro está sendo conduzido a uma guerra ideológica com seus compatriotas. E se você tentar pensar no bem comum e tentar se candidatar em prol de todo o país de forma única, você será taxado de um “fóbico” qualquer. O brasileiro hoje quer leis específicas que garantam “direitos” a cada grupo. O princípio de igualdade perante a lei está acabando. O Brasil está caminhando para uma situação de onde um grupo possui mais direitos do que o outro. E ai de quem pensar diverso disso.
Com essa divisão, com esta batalha ideológica, estamos nos tornando presas fáceis. O impeachment da presidente em 2016 foi reflexo disto. O povo não se uniu contra a corrupção. Formaram-se dois grandes blocos dos “contra” e dos “prós” governo. Se o brasileiro tivesse o senso de unidade, tivesse o patriotismo em suas veias, se o povo fosse unido para as ruas contra a corrupção sistemática e apartidária (ou multipartidária, como seria melhor chamar) hoje não teríamos o atual presidente do país, do senado e da câmara. Mas o brasileiro é incapaz de entender isto. Ele está preocupado com a manutenção do partido que ele gosta. Ele trata a política como um jogo de futebol, onde não interessa se o gol foi de mão, desde que seu time ganhe.

O país caminha a passos largos para o abismo. Mas a maior preocupação é se os direitos de tais e tais grupos serão preservados. A resposta é que se o navio afundar de vez, não haverá direito a ser preservado, pois não haverá sequer país. Ou o brasileiro muda esta forma de pensar de forma urgentíssima, ou o país entrará em colapso em breve.

quarta-feira, 15 de março de 2017

O Auxílio dos Filhos nas Atividades Domésticas

É inegável a dificuldade de se criar um filho nos tempos atuais. Seja pelo excesso de informações que conduzem o rebento por um caminho diverso do pretendido por seus pais, sejam pelas leis que caminham num sentido complicador para a criação, ou pela existência de um número cada vez maior de “profissionais” e “especialistas” que propagam ideias cada vez menos condizentes com o sentido de educação.
A verdade é que seguir um caminho “correto” é cada vez mais complexo. Até porque estamos inseridos em uma sociedade pseudo filosófica onde o parâmetro de certo ou errado se tornou tão fluido que já não se tem certeza a respeito de nada. Nesta de dança de sensos e contrassensos, estão os pais, tendo de aguentar os choros, as birras, a insensatez juvenil, tendo que se preocupar com o politicamente correto e suas implicações na individualidade familiar.

terça-feira, 14 de março de 2017

Todo Mundo Já foi Petista Um Dia

O Brasil continua por atravessar um momento delicado em sua história, onde as pessoas se digladiam em defesa de suas ideologias (aqueles que têm alguma) e esquecem-se de prezar por um país mais honesto.
Poucos daqueles que brigam e lutam por um país mais honesto de forma apartidária, tem coragem de confessar “erros políticos” que, por ventura, tenham cometido no passado. Erros como permitir ou contribuir que certos partidos tenham ascendido ao poder, inclusive, votando neles.

segunda-feira, 6 de março de 2017

The Details



Este filme também está disponível no netflix, porém não está em nenhum catálogo muito fácil de encontrar. Trata-se de um longa meio drama, meio comédia, de 2012, estrelado por Tobey Maguire e Elizabeth Banks.
Maguire é um jovem médico que vive com sua família numa vida modesta e tranquila até que decide iniciar uma reforma em sua casa para poder ter o seu segundo filho. Após diversos problemas e tentativas desastradas de consertá-los, o protagonista se vê numa trama de traição, mentiras e crimes onde sua família será colocada à prova para resolver todas as situações.
O filme não surpreende pelo enredo, muito menos pela atuação do protagonista, mas o roteiro se torna bem interessante à medida que as situações vão ocorrendo. O gênero do filme caminha numa linha tênue entre o drama cotidiano e o humor negro, mas não é o tipo de filme que garante lágrimas nem boas risadas. Entretanto a graça do filme está no fato de que ele acaba se tornando tão ridiculamente real em certos momentos, que parece se tratar de mais uma história de um vizinho, amigo, parente...
Se você busca um filme diferente dos padrões hollywoodianos, essa é uma boa pedida. Espero que gostem.

E você, já assistiu The Details? Conte-nos o que achou. Um grande abraço e até a próxima!

domingo, 5 de março de 2017

Pai Herói - Comentário sobre texto "Para que Serve o Pai?"

Li um texto muito interessante em Blog que acompanho sobre qual a real função de um pai. Resolvi compartilhar aqui no Blog para aqueles que entendem a importância da paternidade e da família, para que possam verificar este ponto de vista interessantíssimo.
A única complementação que eu tenho é que para mim o papel do Pai vai muito além do de “sócio” da mãe na criação dos filhos. O Pai ele tem a função de ser um exemplo, como a autora bem citou. Mas esse exemplo vai além de um modelo humano personalizado. O Pai é aquele ser que a criança olha e brilham os olhos, um ser especial dotado de super poderes, um super herói.